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  • Foto do escritorJuliana Sales

Autismo não se cura, se compreende


autismo não se cura

O mês de abril reforça a importância de reconhecer e defender os direitos das pessoas com Transtorno com Espectro Autista (TEA) e lutar para a construção de políticas públicas efetivas. Essa é a missão de vida de muitas famílias atípicas e se tornou, também, a minha missão. Ao longo do meu mandato, abracei essa pauta e tenho lutado diariamente para derrubarmos todas as barreiras sobre o TEA com informações precisas, respeito, inclusão e maior compreensão da diversidade humana.


Em Nova Lima, já temos dois grandes avanços: a lei que proíbe a soltura de fogos com efeitos sonoros e também a lei que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), ambas de minha autoria. A segunda, inclusive, será colocada em prática por meio das minhas emendas impositivas.


Nessa caminhada, tenho contado com o apoio da Rede de Apoio de Mães Atípicas (RAMA). Foi por meio da RAMA que cheguei até a Clínica-Escola do Autista, iniciativa espetacular em Itaboraí (RJ) e tive a oportunidade de conhecer de perto esse projeto que é modelo para outras cidades do país. Fiquei impressionada com toda a estrutura da Clínica-Escola e com a ideia de replicá-la por aqui. A boa notícia é que estamos no caminho para que isso seja concretizado: apresentei um projeto de lei para que esse modelo seja realidade também em Nova Lima. A Clínica-Escola tem como objetivo principal oferecer suporte especializado e acompanhamento pedagógico aos estudantes autistas matriculados nas escolas públicas municipais. Outro passo importante foi a apresentação de um Projeto de Resolução para criar uma Comissão da Pessoa com Deficiência na Câmara Municipal, com o objetivo discutir, propor e fiscalizar políticas públicas para essa população.


Para dar voz e visibilidade a todos que se dedicam à causa, fechamos a semana com a realização de uma audiência pública, um debate que reuniu famílias atípicas, especialistas, entidades, representantes do Legislativo e Executivo. Ainda temos muito a avançar, mas estamos no caminho e acredito que a mudança começa pela inclusão!


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